Sistema de Previsão de Impactos Climáticos na Saúde (SPICS)
Qualidade do ar A qualidade do ar mostra quanta fumaça e poeira fina tem no ar. As cinco faixas são as oficiais do Brasil (IQAr).
Risco à saúde O risco à saúde mostra o que o modelo do ClimaSUS estima para as internações por problemas de respiração nas semanas seguintes. É uma estimativa e pode mudar com novos dados.
Como fica o ar nos próximos dias Cada quadrado é um dia, a começar pelo dia escolhido. A cor e a palavra mostram a qualidade do ar. Neste exemplo, os dias são de 2010.
Onde o risco é maior Cada círculo é uma capital. A cor mostra o risco à saúde neste dia. A capital escolhida tem um anel escuro. Toque ou passe o mouse num círculo para ver o nome e o nível.
Muito baixo
Baixo
Moderado
Alto
Muito alto
Sem estimativa clara
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Sobre esta informação: O ClimaSUS produz estimativas dos impactos das condições ambientais sobre a saúde. Os resultados têm incerteza e podem ser revistos com novos dados. O ClimaSUS não substitui alertas ou orientações dos órgãos competentes de proteção e defesa civil.
Sistema de Previsão de Impactos Climáticos na Saúde (SPICS)
Qualidade do ar Partículas finas (PM2,5) estimadas pela reanálise CAMS: é uma estimativa, não a medição de uma estação. As faixas são as oficiais do IQAr (CONAMA 491/2018); a linha tracejada é o valor diário recomendado pela OMS (15 µg/m³). A régua cresce por múltiplos e cada ponto abaixo dela é outra capital.
Risco à saúde Aumento estimado de internações nas três semanas seguintes a um dia com esta poluição, comparado a um dia com 15 µg/m³. Um modelo para cada capital e cada grupo. A barra mostra a faixa de incerteza (intervalo de confiança de 95%).
As nove capitais neste dia Cor = risco à saúde (cinza = sem estimativa clara); tamanho = PM2,5.
Muito baixo
Baixo
Moderado
Alto
Muito alto
Sem estimativa clara
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As nove capitais da Amazônia Legal neste dia
PM2,5 em agosto e setembro de 2010
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Internações respiratórias: observadas e esperadas Internações por doenças respiratórias em 2010, por dia, comparadas à média dos outros anos (2005 a 2019) na mesma época. Dados observados do SIH/SUS.
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A pluma de poeira em 22 de agosto de 2010 Estimativa do modelo físico (reanálise MERRA-2), em hexágonos de 25 km. A cor é a intensidade relativa, não uma concentração em µg/m³. A linha mostra o deslocamento médio da pluma em 72 horas; os círculos das capitais, a qualidade do ar do dia. A comparação com as redes neurais está no Boletim Técnico.
Cor do hexágono: intensidade relativa da pluma (não é µg/m³).
baixaalta
Deslocamento médio (72 h)
Início da trajetória
Boa
Moderada
Ruim
Muito ruim
Péssima
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Sobre esta informação: O ClimaSUS produz estimativas dos impactos das condições ambientais sobre a saúde. Os resultados têm incerteza e podem ser revistos com novos dados. O ClimaSUS não substitui alertas ou orientações dos órgãos competentes de proteção e defesa civil.
Poluição do ar e internações respiratórias
Como a estimativa do Boletim foi produzida e com que incerteza. Evento de referência: 22 de agosto de 2010.
Resumo do modelo
RR: risco relativo acumulado em 0 a 21 dias, comparado a um dia com 15 µg/m³ (valor diário recomendado pela OMS). IC95%: intervalo de confiança de 95%; se inclui 1, o dado não distingue o efeito de zero.
Os cinco grupos nesta capital Um modelo DLNM por grupo. RR: risco relativo acumulado em 0 a 21 dias no p99 de PM2,5, comparado a 15 µg/m³ (IC95%). Em negrito quando o intervalo de confiança fica todo acima de 1.
Gráfico 1: Partículas finas (PM2,5) em torno do evento
Como interpretar
Linha roxa: PM2,5 diário estimado. Faixas coloridas ao fundo: classes do IQAr (do verde, Boa, ao roxo, Péssima). Linha tracejada verde: valor diário recomendado pela OMS. Linha pontilhada: o evento de referência.
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Gráfico 2: Relação entre PM2,5 e internações
Como interpretar
Cada ponto da curva é o risco relativo de internação nas três semanas seguintes a um dia com aquele PM2,5, comparado a um dia com 15 µg/m³ (linha da OMS). A faixa sombreada é o intervalo de confiança de 95%.
Acima de 1, mais internações que na referência. Onde a faixa cruza 1, o dado não distingue o efeito de zero.
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Gráfico 3: Em quantos dias o efeito aparece
Como interpretar
Fixa o PM2,5 no nível do 1% de dias mais poluídos da capital e mostra o risco relativo em cada dia depois da exposição: 0 é o próprio dia, 1 o dia seguinte, e assim por diante.
Mostra se o efeito é imediato ou aparece dias depois.
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Gráfico 4: Superfície exposição × defasagem
Como interpretar
Cruza o nível de PM2,5 (horizontal) com os dias após a exposição (vertical). A cor é o risco relativo de cada combinação: acima de 1, mais internações que na referência de 15 µg/m³.
É a visão completa da qual saem os gráficos 3 e 4.
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Por onde passou a pluma de poeira Duas estimativas da mesma pluma em 22 de agosto de 2010: uma por modelo físico e outra por um conjunto de redes neurais. Onde as duas concordam, a estimativa é mais confiável.
Como ler este mapa
O que o mapa mostra. A cor indica a intensidade relativa da pluma de poeira (variável "Dust" da reanálise MERRA-2), de 0 a 1. É uma comparação entre lugares, não uma concentração em µg/m³ — por isso a pluma não recebe nível de risco à saúde.
Dois métodos. O modelo físico segue o transporte da poeira pelas leis da atmosfera; as redes neurais aprendem esse transporte com dados do passado. Em "Onde os dois concordam", a cor separa o que só um método indica do que os dois indicam juntos.
A linha mostra o deslocamento médio do centro da pluma ao longo de 72 horas, a partir do ponto marcado.
Os círculos são as nove capitais, coloridos pela qualidade do ar do dia (PM2,5 da reanálise CAMS). A pluma não representa toda a poluição: em Porto Velho e Rio Branco, por exemplo, as partículas finas estavam muito altas fora da área da pluma.
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Fontes, modelo, limites dos níveis e limitações: veja a aba Sobre.
Sistema de Previsão de Impactos Climáticos na Saúde (SPICS)
O SPICS é a parte do ClimaSUS que transforma informação ambiental em informação sobre possíveis impactos na saúde da população.
Este painel trata da poluição do ar nas nove capitais da Amazônia Legal. Ele separa duas perguntas: como estava a qualidade do ar e o que um modelo estatístico, ajustado com 15 anos de dados de internações, estima para a saúde.
Nesta versão de demonstração, o caso mostrado é o de agosto e setembro de 2010, temporada de queimadas intensas. Os resultados são estimativas, com incerteza. O SPICS não substitui alertas nem orientações dos órgãos de proteção e defesa civil.
Desenvolvido pela Fiocruz Rondônia e pelo INCT Conexão, como parte do projeto ClimaSUS.
Cinco etapas levam os dados das fontes até o painel.
Fontes
PM2,5 diário por capital — reanálise CAMS/Copernicus
Pluma de poeira — MERRA-2, modelo físico e redes neurais
Internações por doenças respiratórias e do coração — SIH/SUS
2005–2019; pluma: 22/08/2010
Preparação
Série diária por capital: PM2,5 e internações
9 capitais da Amazônia Legal
Pluma em hexágonos de 25 km
15 anos de dados diários
Modelo
DLNM: risco de internação conforme o PM2,5
Efeito distribuído em 0 a 21 dias
Um modelo por capital e grupo: idade, coração, asma ou DPOC
referência: 15 µg/m³ (OMS)
Classificação
Qualidade do ar: classes do IQAr
Risco à saúde: aumento estimado de internações
5 níveis, com limites provisórios
cor sempre com o nome
Painel
Boletim Público: o ar, o risco e quem precisa de mais cuidado
Boletim de Gestão: valores, incerteza e grupos
Boletim Técnico: modelos e pluma
estudo de caso: ago–set/2010
Metodologia em detalhe
Fontes de dados
PM2,5: reanálise CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), média diária por capital, 2005 a 2019, em µg/m³. Reanálise é uma estimativa feita por modelo com dados de satélite e de superfície — não é a medição de uma estação.
Internações: Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH), internações não eletivas com diagnóstico principal de doença do aparelho respiratório, por dia e capital, 2005 a 2019.
Pluma: intensidade relativa (0 a 1) de poeira (variável "Dust" da reanálise MERRA-2) em hexágonos de 25 km, estimada por modelo físico e por um conjunto de redes neurais (MLP, GRU e LSTM), em 22/08/2010.
Modelo
Modelo de defasagem distribuída não linear (DLNM): estima como o risco de internação muda com o nível de PM2,5 e ao longo dos 21 dias seguintes à exposição.
Regressão quasi-Poisson da contagem diária de internações, ajustada separadamente para cada capital e faixa etária, com controle de tendência e sazonalidade (spline com 8 graus de liberdade por ano), dia da semana e feriados.
Base da exposição: spline natural com nós nos percentis 10, 75 e 90 do PM2,5 da própria capital. Base da defasagem: spline natural com 3 nós em escala logarítmica.
Referência do risco relativo: 15 µg/m³, o valor diário recomendado pela OMS (2021). O risco relativo acumulado soma o efeito de um dia de exposição ao longo de 0 a 21 dias.
Grupos: todas as idades, crianças (0 a 14 anos) e idosos (65 anos ou mais) usam as internações por doenças respiratórias; doenças do coração usa as internações por doenças cardiovasculares; asma ou DPOC usa as internações com diagnóstico principal J40 a J46. A comorbidade anotada no SIH é quase vazia (Porto Velho: 38 internações em 15 anos), por isso não é usada. Ajustes degenerados (intervalo colapsado ou risco implausível) ficam de fora.
Como os níveis são definidos (provisório)
Qualidade do ar (o fenômeno): classe do IQAr pela média de 24 horas de PM2,5 — Boa até 25 µg/m³; Moderada até 50; Ruim até 75; Muito ruim até 125; Péssima acima de 125 (CONAMA 491/2018).
Risco à saúde (o que o modelo estima): aumento estimado de internações respiratórias associado ao dia — Muito baixo: menos de 5%; Baixo: 5% a 10%; Moderado: 10% a 20%; Alto: 20% a 50%; Muito alto: 50% ou mais.
Com PM2,5 até 15 µg/m³, o nível é Muito baixo. Quando a faixa de incerteza inclui "nenhum efeito", o nível é Muito baixo se o ar estiver Bom e "Sem estimativa clara" nos outros casos — o modelo não conseguiu medir, e isso não equivale a risco baixo.
Estes limites são provisórios: o Manual de Comunicação do ClimaSUS ainda deixa a escala de risco para definição da equipe.
Limitações
O PM2,5 é estimado por reanálise, não medido em estação; em episódios de fumaça intensa a reanálise pode errar para mais ou para menos.
Os resultados variam muito entre capitais e faixas etárias, e vários intervalos de confiança incluem "nenhum efeito". Cada capital tem um modelo próprio, sem combinação entre elas.
O modelo mede associação, não causalidade. Ele não controla calor nem umidade, que também mudam na estação seca e podem confundir parte do efeito.
Valores muito altos de PM2,5, como os de agosto de 2010 em Porto Velho, ficam acima do p99 da série, onde há poucos dias e a incerteza é maior.
A pluma é um produto à parte, em intensidade relativa e de um único instante; ela não entra no cálculo do risco.
Esta é uma versão inicial do SPICS — Poluição do ar, um Produto Mínimo Viável (MVP).
Os dados são reais, mas de 2010: um estudo de caso de um evento passado de queimadas na Amazônia, usado para demonstrar como o ClimaSUS comunicaria a situação. Não é a situação de hoje, e os níveis de risco ainda são provisórios.
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